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terça-feira, 19 de fevereiro de 2019

Das margens dos mares do Sul

O sol entrava pela janela aquecendo o tapete e iluminando a página 33 de "Memoria de mis putas tristes" de García Márquez, que ficou largado, desde as quatro da manhã, ao lado de um garrafa quase vazia de "Fratelli Dogliani". Ecoando por entre as paredes da casa, nesse alvorecer,"Lets get it on" de Marvin Gaye. E no travesseiro, ainda resta o aroma de  Dolce & Gabbana, tão presente quanto os rastros labiais que desenharam rotas de arrepiar a pele em data que antecede a grande lua no céu. Notícias de "beira-Atlântico" em noites cálidas em algum lugar ao sul do continente.

D.J. de S.

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2019

CR: 3

 Desenho original: Joy

Os dias se arrastavam bonitos e meio preguiçosos rumo a meados daquele mês de Fevereiro. Tardes com céus de baunilha e noites com luas entre o prata e o dourado ornamentavam o que restava da vida, nada suave, de menina. O mundo se agigantava, ainda mais, bem na sua frente. Desafios, responsabilidades, amores. Pode a vida ficar mais dura, mais sarcástica ou mais traiçoeira? Pode! Mas pouco importa. Venha o que vier, ela tava pronta. Ou quase. Sorrisos, olhares e sonhos. Pode alguém ser feita de pétalas? Pode! Pétalas de girassol. E isto, muito importa. Seguir o sol nos dias que virão. Buscar sempre a luz, mesmo na mais feroz escuridão. Girar em torno de si mesma por todo o mundo que lhe abre portas a partir de então. A idade é o pedágio, o preço que a vida cobra pelas vivencias da alma. Se é assim, então ela paga essa pequena parte que lhe é cobrada por tanta vida em tempo ainda pouco. Momentos bons, passagens difíceis, vida que segue às vezes lhe regando pétalas, caule e raízes, às vezes lhe desfolhando, mas sempre, sempre, lhe fortalecendo o brilho, o giro, a beleza em flor. E o rito vem abrindo passagem rumo ao décimo oitavo ano que marca o inicio dos melhores dias da sua vida. Feliz cumpleaños, flor de girassol! 

D.J. de S.

domingo, 25 de novembro de 2018

O dia a dia dentro de um gueto dinamarquês

 Publicado originariamente no periódico global El Pais

O Governo da Dinamarca quer acabar com os bairros de estrangeiros até 2030. Os moradores, a maioria muçulmanos, começam a notar o estigma que pesa sobre eles e têm medo do giro xenófobo no país escandinavo

Morten Pape, de 31 anos, é um escritor dinamarquês que nasceu e cresceu em um gueto: Urbanplanen, no centro da capital dinamarquesa. Essa zona já não é considerada um gueto porque o Governo altera a cada ano os parâmetros de medição para que novas zonas deprimidas entrem ou saiam da lista. Desde 2015, Pape foi ganhando popularidade nos debates sobre o assunto dos guetos, por conta da publicação de seu livro 'Planen' (Politikens Forlag, 2015) sobre como é ser branco em Urbanplanan (...)
 

sábado, 24 de novembro de 2018

A Arte, A Rua, A Criatividade

At the heart of La Machine’s artistic approach, movement is interpreted as a language, a source of emotion. Through each of their living architectures, you can dream the cities of tomorrow and transforming the way you look at your own ones...

Completo em:  https://dionisopunk.com/2018/11/04/la-machine/?fbclid=IwAR1VUk7xfO-btEis5RKjMDfZGZryToRTIyzrB9Oo0QbImBRQIEuWy_5v7QU

Chove na terra do nunca



ANESTESIA
Decidi visitá-lo nessa tarde chuvosa, não havia ninguém em sua casa, havia apenas seu corpo solitário abrindo o portão da casa de segundo andar. A casa mais bonita da rua, sua estrutura era inspirada na arquitetura francesa da década de...
Lembranças escorrem pelo vidro da janela fazendo próximo tudo aquilo que, em tese, já passou. Nunca soube separar as páginas do diário da vida entre o que se foi, o que é, e o que virá. Daí, dizem alguns, deriva o meu eterno complexo de Peter Pan. Crescer para quê? Afinal, o meu espírito cabe certinho na tua juvenília. 
DJ de S.









Noites

I made a small gif for the amazing animation group Conosquinhos!
The theme was creatures of the night - I love spooky monsters!

Limiar



Queria as curvas e recantos, cada ponto inexplorado, cada som que escapa entre-lábios, cada fio liso daqueles cabelos para correr entre os dedos. E o volume macio do seu relevo enchendo as mãos. A devassidão que incendeia e umedece  os lençóis, estendendo contradições térmicas em leitos já, por si só, assimétricos. Escreveu em papeis perfumados aqueles desejos dezembrinos deslocados por mais de trinta luas, como quem profetiza um nirvana interdito mas que se rebela, brota, se revela. Vontade de potência - diria  Nietzsche - que anuncia a transgressão na forma de um sublime acontecimento que enverga a moral na direção da curva do tempo que insiste em se precipitar.

DJ de S. 

quinta-feira, 22 de novembro de 2018

O músico Mussum que o “trapalhão” Mussum eclipsou

(...) Mussum é apontado pelos críticos como um dos maiores tocadores de reco-reco da história da MPB. Com os Originais, gravou 12 discos e ganhou três discos de ouro. “O Mussum era 50% do grupo, contava casos, piadas. A saída dele foi como Pelé quando saiu do Santos”, compara Bigode, hoje aos 77 anos ainda fazendo shows com o grupo.
“Não brigamos, mas foi uma perda muito grande. Lembro que uma vez a gente foi se apresentar e umas moças ficaram gritando: ‘Mussum, Mussum!’ Ele tocava muito. Ninguém toca reco-reco como Mussum até hoje, mesmo porque ele fez o próprio instrumento, que antes era de bambu e ele criou um reco-reco com chapa de avião” (...)

Leia completo em:
http://www.socialistamorena.com.br/o-musico-mussum-que-o-trapalhao-mussum-eclipsou/

Ultra-ricos preparam um mundo pós-humano





Por Douglas Rushkoff, no site Outras Palavras


 (...) Não há nada de errado com avaliações loucamente otimistas de como a tecnologia pode beneficiar a sociedade humana. Mas o movimento atual de uma utopia pós-humana é outra coisa. É menos uma visão da migração da humanidade para um novo estado do ser do que uma busca de transcender tudo o que é humano: corpo, interdependência, compaixão, vulnerabilidade, complexidade. Como filósofos da tecnologia vêm apontando há anos, a visão transhumanista reduz muito facilmente toda a realidade a dados, concluindo que “ humanos não passam de objetos processadores de informação”.

É uma redução da evolução humana a um videogame em que alguém vence encontrando a saída de emergência e deixando alguns de seus melhores amigos pelo caminho. Serão Musk, Bezos, Thiel… Zuckerberg? Esses bilionários são os vencedores presumíveis da economia digital – o mesmo cenário de sobrevivência do mais apto que alimenta a maior parte dessa especulação (...)

Leia completo em: 


https://altamiroborges.blogspot.com/2018/11/ultra-ricos-preparam-um-mundo-pos-humano.html#more



Fonte:  https://altamiroborges.blogspot.com/