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Joaquim Cartaxo, Superintendente do Sebrae Ceará
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Faltando dois dias para o maior evento de Hip Hop do ano no Ceará, é importante refletir sobre as possibilidades econômicas que essa expressão cultural oferece. Incrustada nas periferias brasileiras essa manifestação artística e cultural pode assegurar inclusão socioeconômica a jovens periféricos e desenvolvimento sustentável às comunidades.
Conheça a opinião do Superintendente estadual do Sebrae Ceará, Joaquim Cartaxo:
"...Outro aspecto desta cultura diz respeito à relação intrínseca com a
Economia Criativa, expressa na geração de negócios e de oportunidades de
trabalho e geração de renda em atividades diversas. Por exemplo, a
indústria da música hip-hop constitui um dos pilares da economia global
da música. Compreende serviços que vão desde a criação musical e
produção de beats e batidas até a promoção, venda e distribuição de
produtos, o gerenciamento de carreiras e a organização de shows ao vivo.
A moda também se configura como atividade destacada na cultura
hip-hop. Marcas globais de vestuário e acessórios lançam coleções
exclusivas de produtos com base nos elementos simbólicos da cultura
hip-hop. Na mesma linha, designers independentes e marcas de streetwear
atuam com frequência na cena hip-hop, criando roupas e acessórios únicos
que irradiam esta estética.
As oportunidades trazidas por este movimento alcançam outras áreas, como artes visuais, design, dança, entretenimento, educação, produção de conteúdos audiovisuais, além das mídias digitais.
Destaca-se, ainda o turismo, uma vez que festas, festivais e demais
eventos relacionados à cultura hip-hop atraem multidões de fãs e
turistas, ajudando a impulsionar as economias locais, nas atividades de
hotelaria, restaurantes, comércio e serviços em geral.
Compreender as dinâmicas econômicas do hip-hop é um passo importante
para fortalecer este movimento cultural e obter como resultados mais
oportunidades de empreendimentos, trabalho e renda, contribuindo para a
melhoria das condições de vida das comunidades discriminadas por sua
situação socioeconômica e cultural das pessoas, em geral pobres e
pretas.
Joaquim Cartaxo – arquiteto urbanista e superintendente do Sebrae/CE
Leia o texto original e completo em: https://suzano.tv/2023/11/hip-hop-e-a-economia-criativa/
Serviço:
Show "Hip Hop 50 Anos"
Onde: Anfiteatro do Centro Dragão do mar de Arte e Cultura
Horário: A partir das 18h
Endereço: R. Dragão do Mar, 81 - Praia de Iracema, Fortaleza - CE, 60060-390.
Realização: Fórum cearense de Hip Hop/FCH2
Apoios: SESC, Centro Cultural BNB, Universidade Estácio/Via Corpvs, Candeeiro Cultural, Coletivo Território Criativo, SECULT-CE, Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura.