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sexta-feira, 17 de maio de 2013

Amizade - Condicionantes preponderantes



Há uma qualitativa diferença entre os vários tipos de amizade que se pode cultivar ou pelo menos aspirar na vida. Toda relação amistosa é desejável. Porém, as amistosidades seguem,via de regra, outros conjuntos de condicionantes que terminam por modelar essa ou aquela forma de amizade. Interesses políticos, sentimentais, econômicos e até sexuais, costumam se entrelaçar e atuar em espiral no interior das amizades. Sendo que uma dessas condicionantes se torna preponderante e dá o tom; e define a forma perceptiva da amizade. Mais a condicionante preponderante é variável no tempo e nas situações que a vida orquestra como pano de fundo de dada amizade.

Afirmar se determinado tipo de amizade marcada por certa condicionante preponderante é boa ou ruim, construtiva ou não, melhor ou pior, é querer definir de forma absoluta algo indefinível na forma do absoluto; é querer absolutizar a relatividade das condições, contextos, momentos e estados de espírito característicos do universo complexo no amâgo do qual nascem, se desenvolvem e perecem as amizades.

De qualquer forma, mais do que examinar, definir e teorizar sobre a amizade, o mais importante, e talvez a única coisa realmente essencial, seja viver as amizades sempre que se julgue que elas valham realmente a pena. E isto também é muito relativo.

Se algo lhe faz bem, convém manter perto de você. Se algo lhe faz mal, o recomendável é que busque afastar de seu convívio. O resto, não tem lá muito significado ou relevância fora do abstracionísmo e do idealísmo que pouco ajudam na difícil e rara arte de bem viver.


Don Johnson de Sales.



terça-feira, 23 de abril de 2013

Consumismo e Amizade - Amigos te deixam menos pobre

Sem amigos a gente não é nada, só uma tentativa frustrada de ser feliz. E a ciência vive confirmando isso – diz até que solidão pode mesmo matar. Mas seus amigos não te deixam “apenas” feliz, eles também podem deixar você um pouco menos pobre.

Pesquisadores da Universidade Tilburg, na Holanda, convidaram voluntários para quatro experimentos. A ideia era fazer com eles se sentissem excluídos ou aceitos pelo grupo em cada um das atividades. Na sequência, os participantes podiam comprar, simbolicamente, alguns itens das outras pessoas.

E, olha só, quanto mais isolada uma pessoa se sentia, maior era o seu impulso consumista. Eles também tentavam alinhar seus gostos com os de outro conhecido – numa tentativa desesperada de se sentir parte de alguma coisa.

É que se sentir excluído definitivamente não deixa ninguém feliz. Aí vale tudo para se integrar a uma turma, mesmo que isso custe uma bolada. Ou talvez seja ainda uma tentativa infeliz de preencher a solidão com coisas materiais.

Tristeza, não? Melhor cuidar dos amigos que você tem.
(Via Live Science).


Publicado originariamente em:   http://super.abril.com.br/blogs/cienciamaluca/seus-amigos-te-deixam-menos-pobre/  por Carol Castro.