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terça-feira, 16 de junho de 2026

Sobre a situação do Benfica


Se faz urgente uma discussão séria envolvendo poder público, UFC, IFCE, produtores de eventos, empresários de restaurantes e bares, órgãos de fiscalização e comunidade, para pensar a situação do Benfica (um dos principais polos culturais e boêmios da capital cearense). O bairro tem características de um "Bairro Criativo" com a cultura e a criatividade como motor econômico, mas também é um bairro habitacional que apresenta demandas de respeito e preservação da qualidade de vida dessa comunidade. As duas identidades, "cultural" e "comunitária", desse bairro, não são, necessariamente, excludentes, mas a situação pede mediação e método para se buscar um equilíbrio entre as duas vocações do Benfica. A UFC, que está se dispondo a viabilizar um "corredor cultural" nesse bairro, e que fornece boa parte do público que frequenta os equipamentos de cultura e lazer da região, deveria chamar para si a responsabilidade e possibilitar um espaço de conversas em busca de soluções. Pois, em tese, a economia criativa deve ser compromissada com a sustentabilidade e a qualidade de vida das comunidades. Fica a dica!


Johnson Sales - Cientista Social, doutor em Sociologia pela Universidade Federal do Ceará.

sexta-feira, 12 de setembro de 2025

Hip Hop Universitário

 

Pesquisadores e empreendedores ligados à Economia Criativa do Hip Hop se reúnem com a UFC

Na manhã do dia 12/09/2025, aconteceu, na  Pró-reitoria de Cultura da Universidade Federal do Ceará/UFC, uma conversa entre o pró-reitor, Prof. Sandro Thomaz Gouveia, a Pró-Reitora Adjunta: Profª Glícia Maria Pontes Bezerra, e pesquisadores e ativistas  da Cultura Hip Hop. Na reunião foram discutidas parcerias e várias ações envolvendo a Universidade e o Hip Hop. 

Estiveram presentes, as pesquisadoras Ravena Oliveira e Beatriz Rodrigues, a empreendedora e Designer de Moda, Joyci Moreal, diretora criativa da marca ARTTITUDE H2, e o Sociólogo Johnson Sales. Foram tratados assuntos relacionados com o Hip Hop no universo universitário, o corredor cultural do Benfica, e a Economia Criativa do Hip Hop. O encontro, articulado pelo Território Criativo Hip Hop/TCH2, acordou uma maior interação entre a Universidade Federal do Ceará e a Cultura Hip Hop e promete novidades para a comunidade acadêmica e para a Cultura de Rua. 

 

Cosmos Filho. 

 

 

quarta-feira, 3 de setembro de 2025

O Ceará e a Violência: entre o espetáculo da repressão e a ausência de políticas estruturais

Nos últimos anos, o governo do Ceará tem investido fortemente em operações policiais de grande visibilidade, muitas vezes acompanhadas por ações midiáticas que destacam prisões, apreensões e confrontos com facções criminosas. A lógica é clara: mostrar “força” e reafirmar o monopólio da violência do Estado. No entanto, segundo o pesquisador Johnson Sales, da Universidade Federal do Ceará e do Laboratório de Estudos da Violência/LEV(UFC), esse enfoque repressivo é insuficiente e, em alguns casos, contraproducente. Em sua dissertação "As peculiaridades da Violência: Aventuras e Maneiras de Fazer o Crime no Ceará", Johnson revela que o crime no Ceará é muito mais do que ações isoladas de delinquência. Trata-se de uma cultura, um estilo de vida para jovens das periferias, que oferece pertencimento, identidade e até um tipo peculiar de inclusão em territórios onde o Estado e o mercado lícito estão ausentes ou são excludentes.

O pesquisador apresenta algumas críticas e sugestões relativas às politicas públicas e ações governamentais de enfrentamento ao crime e à violência no Ceará: 


Moralidade em disputa

As operações policiais espetaculares, embora visíveis e propagandeadas, não atacam a raiz do problema. Elas reproduzem o ciclo de violência e reforçam a narrativa de poder das facções, que se beneficiam do espetáculo para afirmar sua força nas periferias.

Sugestão: O foco deve migrar para a prevenção social. Em vez de apenas cercar territórios, é necessário investir em políticas culturais, esportivas e educativas que deem alternativas reais à juventude, oferecendo caminhos de pertencimento e renda legítima.

Falhas no sistema prisional
O sistema prisional cearense enfrenta superlotação e condições que favorecem o recrutamento interno das facções, reforçando a perpetuação da violência. A prisão é tratada como fim em si mesma, e não como etapa de recuperação social.

Sugestão: Implementar programas de justiça restaurativa, penas alternativas e qualificação profissional dentro das unidades, reduzindo o ciclo de reincidência e enfraquecendo o poder das facções dentro das prisões.

Ausência de políticas territoriais integradas

O governo ainda falha em ocupar territorialmente as periferias de forma estruturada. A ausência de presença estatal, combinada à falta de investimentos em educação, cultura e economia, cria um vácuo de poder que as facções exploram com facilidade.

Sugestão: Desenvolver planos territoriais de prevenção à violência, integrando urbanismo, cultura, educação e segurança comunitária. A presença do Estado e do mercado lícito deve ser contínua e não episódica.

Espectro cultural negligenciado
A violência também é uma questão de narrativas e pertencimento. Programas que não consideram a cultura local e a sociabilidade juvenil acabam sendo inócuos.

Sugestão: Criar centros culturais comunitários, editais para artistas periféricos e atividades de valorização cultural, oferecendo alternativas simbólicas e reais à adesão às facções.


Conclusão
A violência no Ceará não se resolve apenas com operações policiais e propagandas de força. Como mostra o autor, é preciso entender o crime como cultura e sociabilidade, atacando suas raízes sociais e territoriais. Um enfrentamento efetivo exige políticas integradas de educação, cultura, inclusão econômica e governança local. Só assim será possível transformar territórios de morte em territórios de vida. 

 

Cosmos Filho. 

 

Referência
SOUSA, Manoel Johnson Sales. "As peculiaridades da Violência: Aventuras e Maneiras de Fazer o
Crime no Ceará". Dissertação (Mestrado em Sociologia) – Universidade Federal do Ceará, Fortaleza, 2019.

 

 

sábado, 25 de janeiro de 2025

O Direito, à luz da Sociologia

 

O departamento de Ciências Sociais da Universidade Federal do Ceará realizou, no dia 22 de janeiro de 2025, no auditório Luiz de Gonzaga, no departamento de Ciências Sociais, Encontro para discutir Sociologia do Direito. O palestrante convidado foi o Prof. Dr. Rodrigo Ghiringhelli de Azevedo da PUC-RS, o estudioso proferiu a palestra: "Sociologia do Direito em um Mundo em Transformação: uma agenda de pesquisa". O encontro contou ainda com a participação do Prof. Dr. Cesar Barreira, cientista chefe da segurança pública do Ceará e fundador do Laboratório de Estudos da Violência/LEV, do Prof. Dr. Luiz Fábio Paiva, coordenador do LEV, do Cientista Social, doutorando em Sociologia, e consultor do Coletivo Território Criativo, Johnson Sales, além de professores, alunos, pesquisadores e intelectuais. A partir dessa abordagem, o evento lançou luz sobre problemas da segurança pública e do próprio estudo da violência no Brasil. 

 

Cosmos Filho. 


sexta-feira, 14 de junho de 2024

Segurança pública em debate na UFC

 

Sociólogo Johnson Sales participou da Roda de Conversa sobre Segurança Pública

Na última quarta-feira, dia 12 de junho, a segurança pública do Ceará foi analisada em uma roda de conversa com representantes de Movimentos Sociais e das Universidades, Federal do Ceará/UFC, IFCE, e Estadual do Ceará/UECE.

Representando o Laboratório de Estudos da Violência/LEV da UFC, o professor doutor Luiz Fábio Paiva fez uma ampla reflexão sobre o cenário atual da violência e das intervenções do Estado na contenção do crime no Ceará. Para Luiz Fábio, falta aos órgãos governamentais, o entendimento da complexidade do fenômeno da violência, e uma abordagem igualmente complexa, onde a justiça e a própria polícia deveriam ser repensadas em sua organização, responsabilização e efetividade. 

Prof. Dr. Luiz Fábio, Coordenador do LEV

Clodomir Cordeiro, do Laboratório de Estudos e Pesquisas sobre Conflitualidade e Violência (Covio)/UECE, ressaltou que o poder público deveria basear as suas politicas públicas de segurança no vasto legado de estudos e dados das universidades, que contribuem para a análise e compreensão dos fenômenos relacionados com as violências, mas, que terminam não sendo ouvidas e levadas em consideração para a definição de estratégias e politicas públicas voltadas para o tema.

Prof. Dr. Clodomir Cordeiro representou o COVIO

Representando o Movimento Dias de Luta, o sociólogo Johnson Sales, falou sobre a necessidade de se pensar soluções para a questão da segurança pública a partir da percepção das pessoas das periferias e dos movimentos sociais, sem abrir mão das contribuições da Universidade.

O Movimento Levante Popular da Juventude criticou as últimas falas do governador Elmano de Freitas sobre a questão da segurança pública, e foi seguido por representantes de outros movimentos sociais que consideraram eleitoralmente oportunistas e equivocadas, as falas do gestor, que chegou a dizer que a partir de agora "bandido seria tratado como bandido no Ceará". E que os criminosos deveriam "deixar o Ceará".

O educador Egidio Guerra e o economista Prof. Dr. Fábio Sobral representaram o Vale de Inovação

O Movimento dos Trabalhadores Sem Teto/MTST mediou os debates e vem se empenhando para a implementação de um laboratório popular de estudos da violência sob a ótica das populações periféricas. 

Sérgio Farias – Coordenador Nacional do Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto (MTST)
Os participantes do evento concordaram que é preciso dar continuidade às discussões e ampliar a mobilização na sociedade.

A roda de conversa aconteceu na tenda montada nos Jardins da Reitoria da UFC, em Fortaleza, com o título de “Quem segura essa segurança?”, e teve como objetivo discutir “Tratar bandido como bandido? E pobre, preto e periférico, trata-se como?”. A roda de conversa foi uma Iniciativa do Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto (MTST) e do Movimento Dias de Luta. A atividade contou com participação de docentes da UFC, da UECE e do IFCE.

Saiba mais em: https://www.adufc.org.br/2024/06/14/greve-da-educacao-roda-de-conversa-debate-seguranca-publica-no-jardins-da-reitoria/

 


 

Cosmos Filho.

Com imagens de ADUFC e Movimento Dias de Luta. 

 



terça-feira, 5 de dezembro de 2023

UFC faz parceria inovadora com Sociedade Civil

Reitor Custódio Almeida com entidades do Vale de Inovação em Políticas Públicas
O reitor da Universidade Federal do Ceará, Custódio Almeida, voltou a se reunir, na tarde do dia 04 de dezembro de 2023, com várias instituições da sociedade civil cearense componentes do Vale de Inovação Global em Políticas Públicas e Impacto Social. A reunião definiu as bases para uma parceria inédita que possibilita a colaboração entre Universidade e Sociedade Civil em Ensino, Pesquisa e Extensão.

Parceria impactará em ensino, pesquisa e extensão

Ficou acordado que o Condomínio de Empreendedorismo e Inovação da UFC localizado no campus do Pici funcionará como base para essa cooperação. O Vale apresentará proposta detalhando ações e projetos e serão construídos instrumentos jurídicos e termos para normatizar a colaboração.

O Coletivo Território Criativo compõe o Vale de Inovação
Com essa parceria o reitor da UFC avança mais alguns passos rumo a ações disruptivas e de alto impacto as quais a sua gestão abraça como elementos de inovação e transformação da Universidade.


Cosmos Filho.

Com imagens de João Victor e Andreia Fernandes.




quinta-feira, 2 de novembro de 2023

Reitor da UFC discute Vale de Inovação com a Sociedade Civil

 

UFC dialoga com tecnologia social inovadora

Treze atores sociais entre instituições, projetos e lutadores sociais estiveram reunidos com o reitor da Universidade Federal do Ceará, Prof. Custódio Almeida no dia 01/11/2023 fazendo dessa uma data histórica. Em reunião articulada pelo Vale de Inovação Global em Políticas Públicas e Impacto Social, a UFC conversou com intelectuais, acadêmicos, pesquisadores, dirigentes de ONGs, empreendedores sociais e agentes da sociedade civil sobre a criação de um projeto que pretende articular tecnologias sociais, ações de ESG e políticas públicas com o intuito de reduzir a pobreza e possibilitar a emergência de alternativas de desenvolvimento sustentável a partir da ótica e saberes populares. Um Vale de Inovação desse tipo é novidade no mundo e já conta com o apoio de várias instituições locais, nacionais e internacionais.  

Durante a reunião o reitor da UFC comentou que a periferia já está conseguindo chegar nos bancos dos cursos da Universidade, mas que ainda não sente que a Universidade esteja conseguindo mudar para também chegar à periferia. E um dos desafios que o reitor lançou para os agentes presentes foi colaborar com a UFC para melhorar esse desempenho da instituição.

Reitor Custódio Almeida se reúne com integrantes do Vale

O projeto discutido busca apoiar os saberes desenvolvidos de forma endógena nas comunidades para potencializar o desenvolvimento local e atrair parcerias que possam contribuir nessa jornada. A Universidade é vista como um  Stakeholder importante que ao lado das políticas públicas, tecnologias sociais e ações empresariais e sob a maestria das comunidades pode ajudar a mudar realidades históricas transformando expectativas em oportunidades e ajudando em transformações sociais efetivas.

Resultado

Foi marcada uma reunião de trabalho entre os agentes presentes e a UFC para avançar no método e na forma de ação conjunta.

Com essa articulação, a Universidade Federal do Ceará dá um importante passo rumo à aproximação com as comunidades e o engajamento do saber científico com os desafios e demandas sociais da sociedade cearense.

O Coletivo Território Criativo vem colaborando com o Vale de Inovação Global em Políticas Públicas e Impacto Social na perspectiva de aproximar a Universidade das demandas sociais, desafios e lutas da sociedade, acreditando que a Universidade precisa cumprir papel social e cooperar efetivamente com a melhoria nas condições de vida do povo cearense.

 

Cosmos Filho.



quarta-feira, 11 de outubro de 2023

Ciência, Tecnologia e Hip Hop - LEV, TC e FCH2 se reúnem com governo do Ceará

 


O Coletivo Território Criativo, o Fórum Cearense de Hip Hop/FCH2 e o laboratório de Estudos da Violência/LEV da Universidade Federal do Ceará, foram recebidos pelo Secretário Executivo de Articulação Política do governo do estado, Antônio Carlos. Na pauta, a Semana Estadual do Hip Hop e Cinquentenário Mundial do Hip Hop; o Polo Criativo do Conjunto Ceará; e o lançamento do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia Violência, Poder e Segurança Pública, do Conselho Nacional de Ciência e Tecnologia (INViPS-CNPq), liderado pelo Laboratório de Estudos da Violência da Universidade Federal do Ceará (LEV/UFC).

Na reunião, articulada pela área de advocacy do Coletivo Território Criativo, estiveram presentes a Administradora e articuladora do Fórum Cearense de Hip Hop, Ana Cristina Souza; a estudante de Design de Moda e idealizadora do desfile de moda Hip Hop para a Semana Estadual do Hip Hop do Ceará e Cinquentenário Mundial do Hip Hop, Joyce Alves; e os Sociólogos e pesquisadores do Laboratório de Estudos da Violência da Universidade Federal do Ceará (LEV/UFC), Suiany Silva e Johnson Sales.

 

Cosmos Filho.

Com imagens do TC e @ antoniocarlosdefreit

 

 

 

quinta-feira, 1 de junho de 2023

Segurança Pública: Universidade e Governo estudam parceria

 

Cientistas da UFC em conversa com o governo do estado

Os pesquisadores da Universidade Federal do Ceará, Dr. Cesar Barreira, Dr. Luiz Fabio Paiva e o doutorando Johnson Sales, do laboratório de estudos da violência (LEV/UFC). Estiveram reunidos com Waldemir Catanho, Secretário de Articulação Política do Governo do Estado do Ceará.

Professor César Barreira

Os cientistas conversaram sobre os desafios do Estado no tocante à segurança pública, falaram do legado do Laboratório de Estudos da Violência/LEV e das Ciências Sociais para a sociedade cearense, e sugeriram projeto inovador a ser implementado por meio de parceria entre Universidade e Governo do estado para realizar estudos relacionados com a área de segurança pública e contribuir com soluções humanizadas e efetivas em ações e políticas públicas.

Professor Luiz Fábio Paiva (de azul), Coordenador do LEV

As ações propostas pelos estudiosos devem envolver ainda a Secretaria de Direitos Humanos e a Secretaria de Segurança Pública do Governo Estadual. A grande expertise do LEV nos temas violência e segurança pública é um importante elemento que deve ser levado em conta, pelo poder público e pela sociedade, sempre que se buscar o melhor entendimento desses fenômenos e a intervenção eficaz das políticas públicas .
 

Cosmos Filho.

 

 

sexta-feira, 19 de maio de 2023

Cearenses discutem Violência com América Latina e França

4ª edição da "Escola de Primavera" aconteceu no México
Pesquisadores em Violência e Segurança Pública da França e América Latina se reuniram em Xalapa, estado de Veracruz, no México, no período de 8 a 13 de maio de 2023, para estudar as perspectivas cruzadas entre França e América Latina no tocante a essa área de estudos.

O evento intitulado “Violencia en la Ciudad y Acción Pública – Perspectivas Cruzadas Francia – América Latina” faz parte da 4ª edição da “Escola de Primavera”, articulação que envolve a Universidade de Lyon (França); UNAL-Medellín (Colômbia); Universidad Veracruzana, CIESAS-Golfo e Universidad Autónoma de Guerrero (México); Universidad de Costa Rica (Costa Rica); Universidade de São Carlos (Brasil) e Universidade Federal do Ceará/UFC (Brasil).

Pesquisadores de dois continentes se reuniram na América Central
Ao todo, a Escuela de Primavera reuniu 58 estudiosos de vários países latino-americanos e da França que participaram de oficinas, painéis e pesquisas de campo em comunidades periféricas, conhecendo aspectos da história, conjuntura, políticas públicas e nuances da violência e segurança pública do México.

Os estudos se deram em quatro eixos principais:

1.      Violência de Gênero e Feminicídio;

2.      Violência Urbana y Juventudes;

3.      Violência Ambiental;

4.      Desaparições e Buscas.

Pesquisadores apresentaram resultados obtidos no campo

Estando em ambiente científico e colaborativo, foi possível uma vasta troca de informações e dados entre os pesquisadores das diversas nações.

O evento contou também com uma rica programação cultural que incluiu o acesso dos participantes ao Museu de Antropologia de Xalapa e a um concerto da Orquestra Sinfônica de Xalapa.

Pesquisadores visitaram comunidades na Periferia de Xalapa, em Veracruz, México

Liderados pelo Prof. Dr. César Barreira, quatro pesquisadores ligados ao Laboratório de Estudos da Violência/LEV da Universidade Federal do Ceará, Euvaldo de Barros; Fernanda Naiara; Suiany Moraes; e Johnson Sales, representaram o Ceará no evento internacional.

Prof. Dr. César Barreira

 

A experiência, os dados e os resultados da 4ª edição da “Escola de Primavera” trazidos ao Ceará pelos pesquisadores da UFC estarão à disposição da sociedade cearense e poderão ajudar em análises, reflexões, estudos e elaboração de políticas públicas voltadas para o combate à violência, incremento da segurança pública e desenvolvimento sustentável do estado. 

Eixo "Violência Urbana e Juventudes" reuniu pesquisadores da América Latina e França

 

A 4ª edição da "Escola de Primavera" representa uma importante colaboração do departamento de Ciências Sociais e das Ciências Humanas para os esforços de internacionalização das ações da Universidade Federal do Ceará.


Da redação.




sexta-feira, 27 de janeiro de 2023

Seminário "A Cultura e o Desenvolvimento do Ceará"

 

Universidade, Gestores, Intelectuais e Movimentos discutiram Cultura e Desenvolvimento

O Seminário “A Cultura e o Desenvolvimento do Ceará” aconteceu  no dia 25 de janeiro, 2023, no Condomínio de Empreendedorismo e Inovação, no campus do Pici/UFC, e discutiu novos modelos e perspectivas inovadoras para o desenvolvimento do Ceará, reunindo acadêmicos, referências sociais e gestores públicos do estado, além de ONGs, Movimentos e organizações da Sociedade Civil.

Sec. Estadual de Juventude, Adelita Monteiro, com Joy Alves, Ana Cristina e Andreia Fernandes do Coletivo Território Criativo

Temas como extensão universitária e o papel das universidades em relação ao desenvolvimento, qualidade de políticas públicas, e oportunidades para as juventudes, foram debatidos por convidados representantes de organizações e órgãos como, Coletivo Território Criativo/TC; Banco do Nordeste do Brasil/BNB; Movimento dos Trabalhadores Sem Teto/MTST; Universidade Federal do Ceará/UFC; Secretaria de Cultura do Estado do Ceará/SECULT; Movimento Sem Terra/MST; Secretaria do Trabalho do Governo do Estado do Ceará, Candeeiro Cultural, Vale Brasil de Inovação em Políticas Públicas e Impacto Social, e Secretaria de Juventude do Governo do Ceará. 

Paulo Eduardo (Sukita) do Polo Criativo do Conjunto Ceará
O evento aconteceu no auditório do Condomínio de Empreendedorismo e Inovação, da UFC, no Campus do Pici, e produziu importantes reflexões e propostas.

Além de personalidades, estudantes, pesquisadores, gestores e ativistas, o seminário também recebeu representantes do município de Paraipaba que colaboraram com os debates. Dedé Pacheco, Coordenador de Cultura da Secretaria de Turismo, Cultura e Meio Ambiente de Paraipaba, apresentou os esforços que o município vem fazendo para apoiar a produção cultural local, e se colocou à disposição para a construção colaborativa de soluções criativas que respondam às demandas da cultura no território.

Dedé Pacheco - Coordenador de Cultura de Paraipaba
Também esteve presente Célio Laurentino (o Célio Pescador) presidente da Colônia de Pescadores/Z25 de Paraipaba, ele fez contatos e articulações visando a conquista de parceiros para a potencialização da pesca no município.

Célio Laurentino - Presidente da Colônia de Pescadores de Paraipaba
O Coletivo Território Criativo colaborou com uma análise crítica do papel da universidade em relação à comunidade, apresentou a sua experiência e resultados, e apontou a economia criativa como um vetor estratégico do desenvolvimento sustentável, propondo intersetorialidade e consulta ás bases comunitárias e sociais como elemento principal das políticas públicas.

Grupos de trabalho, articulações institucionais e novos eventos darão sequência aos trabalhos colaborativos propostos no seminário.

 

Cosmos Filho.