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segunda-feira, 27 de maio de 2013

Recolha sua Tarde!



Recolha sua tarde! Minha noite precisa de espaço. Recolha sua tarde, senão, minha noite a consome. As horas da noite são horas canibais. Elas alimentam-se das outras horas que as antecedem; depois avançam sobre as horas frias das madrugadas. Em seguida vão descansar e voltam ao banquete consumindo as horas retardatárias das tardes. E afinal, é na "boca da noite" que as tardes se vão. Recolha sua tarde! Minha noite vem, e parece faminta!


Don Johnson de Sales.



Somos todos Vampiros Sentimentais



Não tem muito o que se dizer, tampouco dedilhar no teclado sempre "a postos" para materializar abstracionismos sensoriais. Quando o véu da noite se rasga sob os raios imponentes do sol tropical dessas praias de cá, eu calo. E vou deitar. Como um vampiro sonolento, exausto e saciado que percebe a beleza do dia como alguma tragédia radioativa iminente a lhe atormentar. Alimentar-se de sentimentos ao invés de sangue quente, romantiza o vampirismo, sem no entanto lhe amenizar a monstruosidade. Na verdade somos todos, em algum nível, criaturas monstruosas. Todos nós de uma forma ou de outra, nos alimentamos de algo extraído do corpo ou da alma de algum outro vivente. Mas isso não é motivo para mudar-se imediatamente para a Transilvânia. Calma! Nessas transfusões sentimentais existem refluxos e fluxos de "dupla mão", benefícios e malefícios compartilhados em mútua sangria sob fascínios concomitantes e desejados. Em relação às sangrias orgânicas, ai é mais sério o caso. Mas não é disso que se ocupam nesse instante meus quase inertes impulsos literários. Deixo ao cinema e à literatura mais interessada, ocupar-se do universo escuro de Drácula. E Me disponho apenas a acalmar, pelo menos temporariamente, aos sugadores sensoriais dos sentimentos alheios. Durmam bem!


Don Johnson de Sales. 


domingo, 26 de maio de 2013

Às vezes Raposa, às vezes Príncipe, às vezes Flor




"- Que quer dizer "cativar"?

- É algo quase sempre esquecido - disse a raposa. Significa "criar laços"...


- Criar laços?


- Exatamente - disse a raposa. - Tu não és ainda para mim senão um garoto inteiramente igual a cem mil outros garotos. E eu não tenho necessidade de ti. E tu também não tens necessidade de mim. Não passo a teus olhos de uma raposa igual a cem mil outras raposas. Mas, se tu me cativas, nós teremos necessidade um do outro. Serás para mim único no mundo. E eu serei para ti única no mundo...


- Começo a compreender - disse o pequeno príncipe. - Existe uma flor... eu creio que ela me cativou..."

 


[Um dos trechos mais cativantes do livro "O Pequeno Príncipe", de Antoine de Saint-Exupéry]


La Noche Roja


Olhou para o celular, viu que haviam duas ligações não atendidas. Pensou em retorná-las. Mas achou melhor, não. A música estava realmente alta, o ambiente esfumaçado, a companhia, apesar de agradável, barulhenta demais. Sua cabeça sob uma nuvem espessa de "alecrim" e entregue à carícias intermitentes distinguia com dificuldades as lembranças e os desejos. Isto fazia com que algo que jamais acontecera,  parecesse digno de saudade. Dedos femininos com unhas grandes e cuidadosamente tratadas com esculturas em azul marinho e acabamento perto da cutícula passavam por baixo de seus cabelos à altura da nuca. Ao mesmo tempo que seu corpo recebia a atenção generosa de lábios quentes em hálito de Martini. 

_ Bota Cypress Hill! Toca Cypress Hill! Foram as últimas expressões inteligíveis que conseguiu escutar ou das quais conseguiria lembrar.

O relógio digital no display do telefone celular marcava 6:17 da manhã. Um sol forte lhe queimava a face e um barulho de água se chocando com pedras lhe chamava a despertar. Abriu os olhos com relutância, a luz solar estava forte e refletia nos retrovisores laterais, era dia. Encontrava-se na praia. Saber em qual delas, seria tarefa para mais tarde. Um pouco de dor de cabeça, um braço muito "dormente" sobre o qual repousavam bonitos cachos ruivos, olhos castanhos esverdeados e um corpo delicadamente esculpido graças às várias sessões de pilates. Corpo que ao tornar-se nítido e portanto familiar aos seus olhos, significava: Problemas.


Don Johnson de Sales.



sábado, 25 de maio de 2013

Gabriel Garcia Márquez e a viajem ao encontro do "self"


A idade nos traz descobertas e autodescobertas. As segundas são mais relevantes. Passamos tanto tempo construindo modelos e máscaras sociais para nós mesmos, que com o passar dos anos, já não conseguimos mais distinguir entre o criador e a criatura. Talvez a mais assustadora de todas as viagens que um ser humano possa fazer, seja a "ego-trip". Viajar ao mais profundo de seu próprio "eu" pode revelar surpresas estranhas e verdades constrangedoras. A viagem ao encontro do "eu" deve ser reservada aos passageiros mais destemidos. Nessa jornada para a qual a idade é o veículo mais adequado e seguro, o ponto de partida é também o trajeto e o ponto de chegada. Ou seja, o "self". 

Em Memórias de Minhas Putas Tristes, Gabriel Garcia Márquez escreveu:

“Descobri que não sou disciplinado por virtude, e sim como reação contra a minha negligência; que pareço generoso para encobrir minha mesquinhez, que me faço passar por prudente quando na verdade sou desconfiado e sempre penso o pior, que sou conciliador para não sucumbir às minhas cóleras reprimidas, que só sou pontual para que ninguém saiba como pouco me importa o tempo alheio. Descobri, enfim, que o amor não é um estado da alma e sim um signo do zodíaco.”

Quem topa se arriscar nesse tipo de descoberta? Quem não teme seu próprio "eu"? A condição de passageiro, o tempo fornece compulsoriamente. A decisão de fazer ou não a jornada é uma decisão pessoal e intransferível. Você vem? 


sexta-feira, 24 de maio de 2013

Um cotejo inusitado: Jean-Paul Sarte X Rodolfo Abrantes (ex-Raimundos)


A canção no rádio era de uma melancolia extrema: "...Quando eu acordei era fim de tarde, meu lado claro escureceu (Um novo sol só de manhã), faz envelhecer tendo a mesma idade de tanto que a alma sofreu . Eu sei que gente que tem coragem não finge..." era a banda "Rodox", com o ex-vocalista dos "Raimundos", Rodolfo Abrantes. E não pude deixar de pensar no que teria levado o Rodolfo do "Raimundos", que cantava músicas ao estilo de "minha cunhada", a essa tremenda imersão no existencialismo.  Me veio à cabeça quase de imediato Sartre sentenciando: "Um amor, uma carreira, uma revolução: outras tantas coisas que se começam sem saber como acabarão". Rodolfo Abrantes, havia se convertido ao cristianismo e agora se intitulava "missionário cristão". Isso também me levou a revisitar o pensamento de Jean P. Sartre: "Com efeito, tudo é permitido se Deus não existe, fica o homem, por conseguinte, abandonado, já que não encontra em si, nem fora de si, uma possibilidade a que se apegue". Então, cheguei à conclusão que no caso do Rodolfo, o que havia acontecido, nada mais era do que um esforço do existencialismo cristão na tentativa de reaver a chamada transcendência vertical, devido a este ver na relação com Deus um dado primordial no esclarecimento da situação humana.O existencialismo de Rodolfo seria, dessa forma, diferente do existencialismo de Sartre, que "ao recusar Deus, termina por também negar ao homem a transcendência vertical, ou seja, a relação de dependência e de apelo que o homem poderia manter com um ser que encerra em si a própria temporalidade humana, pela razão de tê-la criado".(Fascículos "História do Pensamento", n.º 58. Ed. Nova Cultural, 1987, pág. 689 e 690). Então me senti estranho e meio perturbado por encontrar-me ocupado em fazer cotejo entre Jean-Paul Sartre e Rodolfo Abrantes. E decidi apreciar o mar.



quinta-feira, 23 de maio de 2013

Tudo ao Mesmo Tempo Agora (de Titãs a Zygmunt Bauman)



E afinal, talvez não seja a nossa época apenas um tempo de transições e indefinições aparentemente relativistas demais, "enlatada" e rotulada de pós-moderna e ou como criativamente fez Bauman, submetida a  invenções sociológicas como "Tempos líquidos" onde nada é para durar. Nossa época pode ser a época da consolidação social, política, cultural e filosófica da diversidade em todas as suas dimensões. Em nosso tempo, é possível que não se tenha mais que optar em ser "isto" ou "aquilo", talvez possamos ser "isto" e também "aquilo", tudo ao mesmo tempo agora, como panfletava o sexto álbum de estúdio da banda Titãs (1991). Talvez possamos ser simultaneamente "líquidos" e "sólidos" e até mesmo "gasosos" em nossas relações. Quem sabe? É possível até o aproveitamento ou reciclagem dos rótulos e das invenções sociológicas. Nossa época com toda a sua multiplicidade de descobertas, aprimoramentos tecnológicos, direcionamentos difusos, conhecimentos em espiral e certo reconhecimento da decadência do absoluto poderá, sem muita dificuldade, comportar essa possibilidade. Ou não?


Johnson Sales.

quarta-feira, 22 de maio de 2013

"Bonita demais para trabalhar" - PHD diz que beleza no trabalho é “maldição””


Britânica de 33 anos diz ter dificuldade com empregos por ser "bonita demais para trabalhar"


Aos 33 anos, a britânica Laura Fernee não teria dificuldades em arranjar trabalho como modelo ou garota-propaganda de cosméticos para rejuvenescimento. O belo sorriso, o olhar expressivo e as curvas perfeitas, no entanto, são apontados pela PHD como uma “maldição para o trabalho”.

A constatação não foi feita pelos superiores, mas Laura relata que largou o trabalho em um laboratório em 2011 porque estaria há três anos sofrendo assédio constante de colegas do sexo masculino e perseguição das mulheres ciumentas.

Laura Fernee garante que nunca lhe faltou inteligência, mas a beleza tem atrapalhado seu desempenho no mercado de trabalho. A britânica de 33 anos é PhD em medicina, mas virou destaque na mídia quando revelou que foi forçada a abandonar o emprego porque ela seria “bonita demais para trabalhar”.


A beldade diz que, apesar de ser uma excelente profissional, ela era frequentemente atacada pelas colegas que invejavam sua beleza. E o pior: parece que as meninas do laboratório ficavam ainda mais irritadas quando descobriam que ela era mais competente, e a briga comia solta.

Em uma aparição no programa “This Morning”, na ITV,  ela revelou aos apresentadores que estava escrevendo um livro para ajudar as mulheres a lidar com situações semelhantes no local de trabalho.

Desempregada, a doutora em Ciências diz que a beleza tem atrapalhado sua vida profissional. O assédio dos homens e a ciumeira das mulheres foram a causa do pedido de demissão do último trabalho.

“Minha boa aparência tem causado grandes problemas quando o assunto é emprego. Eu sei que as pessoas vão me julgar por não trabalhar, mas subestimam a maldição de ser bonita no local do trabalho. Não sou preguiçosa, mas também não sou um brinquedo”, afirmou a doutora, em entrevistas à imprensa britânica.

Sustentada pelos pais, Laura Fernee pretende relatar em um livro as experiências vividas por causa de sua “maldição”.

“As colegas de trabalho viram a cara ou soltam piadinhas, incomodadas pela beleza. Tenho certeza que outras mulheres vivem os mesmos problemas, mas não se manifestam por receio de serem rotuladas”, acredita.

Fonte:  trabalhando.com



Um homem de conhecimento



– “Quando um homem começa a aprender, ele nunca sabe muito claramente quais são seus objetivos. Seu propósito é falho; sua intenção, vaga. Espera recompensas que nunca se materializarão, pois não conhece nada das dificuldades da aprendizagem.”

“Devagar, ele começa a aprender… a princípio, pouco a pouco, e depois em porções grandes. E logo seus pensamentos entram em choque. O que aprende nunca é o que ele imaginava, de modo que começa a ter medo. Aprender nunca é o que se espera. Cada passo da aprendizagem é uma nova tarefa, e o medo que o homem sente começa a crescer impiedosamente, sem ceder. Seu propósito toma-se um campo de batalha.”

“E assim ele se depara com o primeiro de seus inimigos naturais: o medo! Um inimigo terrível, traiçoeiro, e difícil de vencer. Permanece oculto em todas as voltas do caminho, rondando, à espreita. E se o homem, apavorado com sua presença, foge, seu inimigo terá posto um fim à sua busca.”

 (…)
– “E o que pode ele fazer para vencer o medo?”
– “A resposta é muito simples. Não deve fugir. Deve desafiar o medo, e, a despeito dele, deve dar o passo seguinte na aprendizagem, e o seguinte, e o seguinte. Deve ter medo, plenamente, e no entanto não deve parar. É esta a regra! E o momento chegará em que seu primeiro inimigo recua. O homem começa a se sentir seguro de si. Seu propósito toma-se mais forte. Aprender não é mais uma tarefa aterradora. Quando chega esse momento feliz, o homem pode dizer sem hesitar que derrotou seu primeiro inimigo natural.”

(…)
– “Uma vez que o homem venceu o medo, fica livre dele o resto da vida, porque, em vez do medo, ele adquiriu a clareza… uma clareza de espírito que apaga o medo. Então, o homem já conhece seus desejos; sabe como satisfazê-los. Pode antecipar os novos passos na aprendizagem e uma clareza viva cerca tudo. O homem sente que nada se lhe oculta.”
“E assim ele encontra seu segundo inimigo: a clareza! Essa clareza de espírito, que é tão difícil de obter, elimina o medo, mas também cega.”

“Obriga o homem a nunca duvidar de si. Dá-lhe a segurança de que ele pode fazer o que bem entender, pois ele vê tudo claramente. E ele é corajoso porque é claro; e não para diante de nada, porque é claro. Mas tudo isso é um engano; é como uma coisa incompleta. Se o homem sucumbir a esse poder de faz-de-conta, terá sucumbido a seu segundo inimigo e tateará com a aprendizagem. Vai precipitar-se quando devia ser paciente, ou vai ser paciente quando devia precipitar-se. E tateará com a aprendizagem até acabar incapaz de aprender qualquer coisa mais.”

(…)
– “Mas o que tem de fazer para não ser vencido?”
– “Tem de fazer o que fez com o medo: tem de desafiar sua clareza e usá-la só para ver, e esperar com paciência e medir com cuidado antes de dar novos passos; deve pensar, acima de tudo, que sua clareza é quase um erro. E virá um momento em que ele compreenderá que sua clareza era apenas um ponto diante de sua vista. E assim ele terá vencido seu segundo inimigo, e estará numa posição em que nada mais poderá prejudicá-lo. Isso não será um engano. Não será um ponto diante da vista. Será o verdadeiro poder.”

“Ele saberá a essa altura que o poder que vem buscando há tanto tempo é seu, por fim. Pode fazer o que quiser com ele. Seu aliado está às suas ordens. Seu desejo é ordem. Vê tudo o que está em volta. Mas também encontra seu terceiro inimigo: o poder!”

“O poder é o mais forte de todos os inimigos. E, naturalmente, a coisa mais fácil é ceder; afinal de contas, o homem é realmente invencível. Ele comanda; começa correndo riscos calculados e termina estabelecendo regras, porque é um senhor.”

“Um homem nesse estágio quase nem nota que seu terceiro inimigo se aproxima. E de repente, sem saber, certamente terá perdido a batalha. Seu inimigo o terá transformado num homem cruel e caprichoso.”

(…)
– “E como o homem pode vencer seu terceiro inimigo, Dom Juan?”
– “Também tem de desafiá-lo, propositadamente. Tem de vir a compreender que o poder que parece ter adquirido na verdade nunca é seu. Deve controlar-se em todas as ocasiões, tratando com cuidado e lealdade tudo o que aprendeu. Se conseguir ver que a clareza e o poder, sem controle, são piores do que os erros, ele chegará a um ponto em que tudo está controlado. Então, saberá quando e como usar seu poder. E assim terá derrotado seu terceiro inimigo.”

“O homem estará, então, no fim de sua jornada do saber, e quase sem perceber encontrará seu último inimigo: a velhice! Este inimigo é o mais cruel de todos, o único que ele não conseguirá derrotar completamente, mas apenas afastar.”

“É o momento em que o homem não tem mais receios, não tem mais impaciências de clareza de espírito… um momento em que todo o seu poder está controlado, mas também o momento em que ele sente um desejo irresistível de descansar. Se ele ceder completamente a seu desejo de se deitar e esquecer, se ele se afundar na fadiga, terá perdido a última batalha, e seu inimigo o reduzirá a uma criatura velha e débil. Seu desejo de se retirar dominará toda a sua clareza, seu poder e sabedoria.”

“Mas se o homem sacode sua fadiga e vive seu destino completamente, então poderá ser chamado de um homem de conhecimento, nem que seja no breve momento em que ele consegue lutar contra o seu último inimigo invencível. Esse momento de clareza, poder e conhecimento é o suficiente.”


Carlos Castañeda (A Erva do Diabo).


Existencialísmo e Névoa em um dia de sol


Pequenos espelhos d'agua refletindo nuvens brancas imóveis e céu azul. O tempo aparentava estar parado enquanto o relógio movia seus ponteiros com uma graça nada corriqueira. Dias assim são singulares pela beleza e pela generosidade. Poderia caminhar até a praça, ou visitar um amigo próximo, ou ainda ler um livro sentado à sombra de alguma árvore, bem distante da internet e de qualquer coisa que lembre tecnologia ou comunicação de massa. O espírito fica mais livre e ousado em circunstâncias como essa. Mais propício à filosofia ou a um bom romance que trate de alguma forma o existencialísmo como parte ideletável do cotidiano materialísta. Um dia bom. O vento resolveu aparecer e envolvia os corpos com um friozinho que arrepiava a pele e fazia bocejar. Pensou na Islândia, ou Iceland, que significa terra de gelo e que pode chegar a menos quarenta graus celsius. Isso o fez apreciar mais ainda o calor tropical agradavelmente atenuado pela brisa fria. Tem dias em que se está mais suscetível a concepções holísticas de vida. Hoje certamente é um desses dias. Mas não se preocupem, não pretendia sair por ai dizendo: _Bom dia pássaros! Bom dia flores! O materialísmo histórico em sua cultura pessoal funcionava como âncora sempre firme e garantidora contra devaneios ocasionais e sentimentalísmos inconsequentes. Mas hoje talvez termine o dia imerso no gostoso “ Névoa”, romance de Miguel de Unamuno, que em sua abordagem lembra Platão e suas "leis" e Shakespeare e sua teoria de que “o mundo é um palco. E os homens são meros atores. E cada um no seu tempo representa diversos papéis”.


Don Johnson de Sales.